Giovanni Jolando Marques assume liderança provisória para garantir transição dentro da lei após pleito marcado por polêmicas e leitura de atas divergentes.
DOURADOS (MS) – A disputa pelo comando da Liga Esportiva Douradense de Amadores (LEDA) tomou contornos complexos. Em pronunciamento realizado durante uma transmissão ao vivo com o comunicador Romulo Anunciação, o atual presidente da entidade, Giovanni Jolando Marques, expôs os episódios registrados na eleição do último dia 5 de junho de 2026, classificando os acontecimentos como incompatíveis com a história do esporte local.
SegundoGiovanni, o cenário de desordem e as desconformidades vistas no dia do pleito não condizem com a história dos desportistas douradenses e ferem diretamente a sua própria trajetória de respeito e transparência.
“O que aconteceu naquela eleição foi lamentável e não representa o verdadeiro desportista de Dourados, muito menos a minha conduta de vida e liderança. Não vamos tolerar que a história da LEDA seja prejudicada por atropelos jurídicos e rituais que desrespeitam as normas”, desabafou Giovanni.
Relato dos fatos: Interrupção do pleito, PM no local e conflito de atas
A gravidade dos fatos ocorridos no dia da votação é sustentada por registros audiovisuais capturados no local. Em um dos vídeos, o representante da OAB, ao ser questionado pela plenária sobre os rumos da votação, declarou textualmente que o processo estava “maculado” e sem condições técnicas de prosseguir com lisura.
Diante do cenário de instabilidade e da ausência de garantias para a continuidade dos trabalhos, a Polícia Militar foi acionada. Um representante da PM determinou formalmente que a assembleia fosse encerrada por razões de segurança, orientando a evacuação do recinto por todos os presentes.
O ponto de maior questionamento jurídico, contudo, deu-se após a desmobilização do local. Na sede da LEDA, foi confeccionada uma ata oficial, a qual foi lida formalmente pelo representante da OAB. No entanto, imagens que circulam nas redes sociais registraram um membro da Comissão Eleitoral, em um local totalmente distinto, realizando a leitura de uma nova ata. Este segundo documento diverge categoricamente do texto lido pelo representante da OAB e declara a vitória da “Chapa Zé Vilhalba”. Diante dessa duplicidade, a atual diretoria — respaldada pela chapa divulgada anteriormente — declarou publicamente que não reconhece a validade desse segundo documento e da suposta eleição.
A força do Estatuto de 2013 não pode ser ignorada
O ponto central da fundamentação da atual diretoria é a exigência de cumprimento das regras internas da instituição. Marques relembrou que toda a legitimidade da atual gestão se baseia no cumprimento estrito do Estatuto de 2013. Foi sob as regras deste documento, inclusive, que a diretoria teve o respaldo legal para anular o pleito anterior devido a inconformidades.
Para a administração, tentar desconsiderar o Estatuto neste momento — como vinha ocorrendo por parte da chapa que se intitula vencedora — configura uma contradição jurídica grave.
“Queremos apenas que o Estatuto de 2013 seja cumprido. Afinal, foi exatamente esse regulamento que nos deu o poder legítimo para suspender o processo anterior e reorganizar a eleição. Ele rege a nossa liga e não pode ser mitigado por conveniências de momento”, pontuou o presidente.
Medidas de salvaguarda e análise cartorária
A nota oficial emitida pela LEDA detalha que a assembleia do dia 5 de junho foi marcada por severas controvérsias na condução dos trabalhos, questionamentos sobre a legitimidade de votantes e atuação atípica da comissão.
Todo o material audiovisual e documental que comprova as inconsistências do pleito foi formalmente preservado e entregue ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, requerendo cautela legal antes de qualquer ato de averbação.
Gestão provisória contra a vacância do cargo
Para evitar que a LEDA sofra com um vazio administrativo ou paralisação de suas atividades, Giovanni Marques reforçou que permanece na condução dos trabalhos com base na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 8 de maio de 2026, devidamente registrada. A liderança estabeleceu critérios claros para o desfecho do impasse:
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Homologação Regular: Se a chapa considerada vencedora demonstrar a regularidade dos seus atos e registrar a ata da eleição de forma legal no cartório competente, a atual gestão fará a transmissão do cargo imediatamente.
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Novas Eleições: Caso os órgãos competentes e a análise jurídica confirmem a nulidade dos atos do dia 5 de junho, uma nova eleição, sob o rito do Estatuto de 2013, será formalmente convocada.
Até que a situação jurídica seja pacificada pelas vias legais, a atual presidência garante o regular funcionamento e o calendário do futebol amador de Dourados, resguardando a integridade da entidade.









