O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o tamanho do bolo para as eleições gerais de 2026, e a cifra impressiona. Serão R$ 4,9 bilhões distribuídos entre os partidos políticos para financiar as campanhas deste ano. Se o valor parece familiar, é porque o Congresso decidiu repetir exatamente o mesmo montante recorde usado nas eleições municipais de 2024.
Os Donos das Maiores Fatias
Como a divisão segue o tamanho das bancadas eleitas no pleito anterior, o topo da lista não traz grandes surpresas. Três partidos vão abocanhar quase metade de todo o fundo.
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PL: Lidera a corrida com a maior fatia, recebendo R$ 868,2 milhões.
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PT: Vem logo atrás, com R$ 604,2 milhões.
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União Brasil: Segue de perto, garantindo R$ 525,7 milhões.
Na sequência dos mais bem aquinhoados aparecem o PP, com R$ 410,2 milhões, e o PSD, que terá R$ 403,3 milhões à disposição. O MDB fecha o grupo dos que passam da casa dos trezentos milhões, com R$ 397,8 milhões garantidos para gastar com seus candidatos.
A Realidade das Siglas Menores
Na outra ponta da tabela, a realidade é bem diferente para as siglas de menor expressão no Congresso. Partidos como Rede, PCB, PCO, PSTU e UP vão receber apenas a cota mínima estabelecida pela legislação, que ficou em R$ 3,4 milhões para cada um.
O Caminho do Dinheiro Até as Ruas
A liberação desse dinheiro não é automática. Para que os bilhões comecem a cair nas contas partidárias, as legendas precisam seguir alguns passos:
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Definir os critérios internos de distribuição entre seus candidatos.
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Aprovar essas regras em suas comissões executivas nacionais.
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Ter o plano de partilha homologado oficialmente pelo TSE.
Só depois desse trâmite burocrático é que o recurso público é liberado para pagar santinhos, comerciais de TV e toda a estrutura de campanha que veremos nas ruas nos próximos meses.









