Jornalista de 23 anos de estrada, ele reconhece os desafios de disputar uma eleição sem fundo partidário robusto, mas aposta no diálogo direto com a população como sua maior força.
O Jornal da Top, da Rede Top FM (88,9 FM em Campo Grande), recebeu nesta quinta-feira (7) o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Jefferson Bezerra, do partido AGIR. Em conversa aberta e sem rodeios, ele falou sobre seus planos, as dificuldades concretas de quem entra numa disputa eleitoral sem estrutura financeira e a aposta numa campanha que pretende ser feita de botina no chão — de pessoa para pessoa.
Uma candidatura que nasce do povo, não das siglas
Jefferson Bezerra não esconde a realidade: o AGIR não conta com representantes na Câmara Federal, o que limita o acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV. Na prática, isso significa menos dinheiro de campanha e menos visibilidade nos meios tradicionais.
“Será uma luta de Davi contra Golias”, reconhece o pré-candidato, sem drama. “A diferença está na forma de fazer política: enquanto grandes estruturas dependem de marketing de massa, nossa aposta é no contato direto — conversas reais com pessoas de verdade.”
Saúde, moradia e estradas: o clamor que vem das ruas
Os temas que Jefferson traz para o debate vêm de 23 anos percorrendo corredores frios de hospitais e comunidades esquecidas. A saúde pública, para ele, é uma ferida aberta que custa vidas: pacientes aguardando meses por procedimentos que separam a sobrevivência da tragédia. Para Jefferson, a solução exige coragem e, acima de tudo, unidade:
“O Governo não pode ser uma ilha. Precisamos, com urgência, de parcerias reais entre os governos Federal, Estadual e Municipal. A união desses poderes é a única saída eficiente para estancar a dor e diminuir os índices alarmantes que castigam nossa gente. Sozinho ninguém resolve; juntos, temos o dever de socorrer quem não pode mais esperar.”
Na habitação, ele defende que nenhuma família deveria viver no relento enquanto houver recursos para moradia popular. Nas estradas, critica projetos que só existem no papel e não garantem o escoamento da produção nem a segurança do trabalhador.
O agronegócio como motor, não como palanque
Para Jefferson, o setor precisa ser tratado como o principal motor da economia estadual, e não como moeda de troca. Ele propõe seriedade e continuidade, tratando o agro com o respeito técnico que o setor exige, longe de disputas ideológicas ou narrativas eleitoreiras.
Um chamado à consciência: O poder do voto contra o silêncio
Ao finalizar, o pré-candidato dirigiu-se aos desiludidos, que anulam ou se abstêm de votar. Para ele, a democracia só respira quando o cidadão participa.
“É com você, que pensa em se ausentar ou anular sua voz, que eu quero falar. Quando deixamos de votar ou apertamos o ‘branco’, estamos dando um cheque em branco para quem vencer. Não entregue seu destino nas mãos de outros. Votar é exercer o poder de dizer que o nosso Estado pode, sim, ser diferente.”
Com o compromisso de ser exemplar e honrar cada voto, Jefferson Bezerra quer ser o candidato que ouve a população e responde com coerência e pés no chão.
A entrevista foi ao ar na 1ª edição do Jornal da Top, na Rede Top FM, 88,9 FM em Campo Grande.









