MS Mostra a Realidade de seus Povos Originários: Dados que Devem se Tornar Luta

O Mato Grosso do Sul deu um passo fundamental para a transparência e justiça social com o lançamento do Painel de Monitoramento dos Povos Originários. Esta ferramenta inédita não traz apenas estatísticas; ela revela o rosto, a localização e as carências reais das comunidades indígenas do nosso estado.

Como jornalista que acompanha e simpatiza com a causa indígena, vejo este painel como uma arma poderosa nas mãos das lideranças. Onde antes havia “desconhecimento” por parte do Estado, agora há dados oficiais. Isso acaba com as desculpas dos órgãos públicos para a falta de investimento em saúde, saneamento e educação dentro das aldeias.

O Apelo à Estratégia: União para o Fortalecimento Político

Como alguém que observa de fora e acompanha a trajetória de vocês, vejo que a união é o único caminho para que tenham força real perante os órgãos públicos. É preciso começar esse movimento agora, pois já passou do tempo de as comunidades ficarem dependendo de pedidos e favores que não resolvem os problemas reais das aldeias.

Os números mostram que vocês têm eleitores suficientes para eleger, com tranquilidade, dois representantes na Câmara Municipal de Dourados. Mas, para que isso aconteça, vocês precisam se unir em torno de nomes de consenso. O ideal é que as aldeias Jaguapiru e Bororo escolham, no máximo, dois nomes por etnia para representá-las. Sem essa união de votos, a força de vocês se divide e a oportunidade de mudança se perde.


“Tekotevẽ peñembojoaju, ikatu haguãicha pende mbarete mburuvichakuery renondépe. Peñepyrũ va’erã ko’ágãite guive, ohasáma pe ára peiko haguã pejerure asy mborayhu ha ndouvéi peẽme umi mba’e oñekotevẽva aldeia-pe.

Peẽ jaguereko eleitores ikatu haguãicha peiporavo mokõi representante, ha katu upéva oiko haguã, tekotevẽ peñembojoaju: peiko va’erã peteĩ ñe’ẽme (nombres de consenso), mbohapy térã irundy tapicha añonte (máximo mokõi por etnia) odefendéva Jaguapiru ha Bororo-pe. Peñemboja’órõ, pende mbarete opa reíta.”

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