O bobsled Brasil concluiu a disputa do trenó para dois atletas (2‑men) nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina com o melhor resultado do país na prova: 24º lugar obtido pela dupla Edson Bindilatti e Luís Bacca.
Desempenho do bobsled Brasil no 2‑men
A dupla brasileira realizou três descidas — duas na segunda‑feira (16) e uma na terça (17). Apesar de ter melhorado o tempo em relação ao primeiro dia, a soma das três descidas deixou a equipe em 24º, a 1s29 da dupla de Liechtenstein formada por Martin Kranz e David Tschofen, que fechou o top 20 e garantiu a quarta descida.
Esse resultado representa uma evolução em relação às edições anteriores: em Pequim 2022 Bindilatti, então ao lado de Edson Martins, terminou em 27º, e na estreia do Brasil na prova olímpica do 2‑men, em PyeongChang 2018, a dupla ficou em 29º. A marca em Milão‑Cortina é, portanto, a melhor da história brasileira no evento.
O que faltou para avançar
Para poder disputar a quarta descida, os brasileiros precisavam terminar entre os 20 melhores após a terceira descida. A equipe conseguiu reduzir diferenças em relação ao primeiro dia, mas não o suficiente para alcançar a zona de classificação. A diferença de 1s29 em somatória confirmou a necessidade de maior ritmo nas arrancadas e estabilidade nas linhas durante as descidas para brigar por posições superiores.
Próximos passos e a despedida de Bindilatti
O compromisso do time verde e amarelo segue no 4‑men, a prova principal do bobsled olímpico. Além de Bindilatti e Luís Bacca, o quarteto brasileiro conta com Davidson de Souza (Boka) e Rafael Souza. O time inicia os treinos oficiais na quarta‑feira (18). As duas primeiras descidas da competição ocorrem no sábado (21) a partir das 6h (horário de Brasília) e as duas últimas no domingo (22), no mesmo horário.
A participação em Milão‑Cortina marca a despedida de Edson Bindilatti, piloto que encerra a carreira olímpica após disputar sua sexta edição dos Jogos de Inverno. O foco agora é a preparação para o 4‑men, onde o Brasil buscará consolidar a evolução mostrada no 2‑men e melhorar ainda mais sua colocação histórica.
O relato da participação brasileira no trenó para dois ressalta o progresso técnico e a experiência acumulada pela equipe, com perspectivas de luta por resultados melhores na prova de quatro atletas.









