Quebra de sigilo de celulares ajuda a esclarecer latrocínio

Quebra de sigilo de celulares ajuda a esclarecer latrocínio

A quebra de sigilo de celulares foi autorizada pela Justiça da Comarca de Dourados para aprofundar a investigação do latrocínio do padre Alexsandro da Silva Lima. A decisão, assinada pelo juiz Ricardo da Mata Reis, permite a perícia por meio de software de inteligência nos aparelhos apreendidos que pertenciam à vítima e aos investigados.

Objetivo da quebra de sigilo de celulares

A medida busca buscar elementos que comprovem a tese de latrocínio premeditado apresentada pela Polícia Civil e esclarecer contradições nas versões dos suspeitos. Segundo a investigação, os dois autores diretos admitiram ter planejado o crime, cuja motivação apontada foi o roubo do carro para venda, subtração do celular e uso da casa para festas.

O que a perícia pretende apurar

A perícia nos aparelhos deverá identificar mensagens, ligações, localizações e outros dados que possam confirmar o planejamento prévio, a participação dos acusados e a eventual existência de outros envolvidos. Técnicos usarão ferramentas de extração e análise de dados para reconstruir a rotina de comunicações entre suspeitos, vítima e terceiros.

Versões conflitantes

O principal suspeito, Leanderson de Oliveira Júnior, de 18 anos, apresentou uma versão alternativa, alegando que o crime teria sido desencadeado por uma suposta tentativa de ataque sexual por parte da vítima. A polícia afirma não haver indícios técnicos que sustentem essa versão, e por isso considera a quebra de sigilo de celulares essencial para confirmar ou refutar essas alegações.

Resumo do caso

O padre Alexsandro desapareceu na noite de sexta-feira, dia 14, e foi encontrado morto no sábado, dia 15, no Distrito Industrial, enrolado em um tapete. A perícia indica que a morte ocorreu na residência da vítima, com ferimentos por golpes de martelo e facadas. Além de Leanderson, um adolescente de 17 anos foi identificado como participante direto e internado na Unei.

Outros três suspeitos — duas adolescentes e um jovem de 18 anos — foram detidos por envolvimento no pós-crime, como limpeza do local, transporte do corpo e furto de objetos. Após audiência de custódia, foram liberados para responder em liberdade.

Próximos passos da investigação

Com a autorização judicial, a polícia pretende concluir a análise dos dispositivos apreendidos e, com os resultados, consolidar a versão dos fatos a ser apresentada ao Ministério Público. O foco permanece em confirmar se houve premeditação, identificar eventuais interessados no roubo do veículo e esclarecer o papel de cada acusado no crime.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados News

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