Cacique da Aldeia Bororó aciona Polícia Federal para retirada de não indígenas; liderança denuncia entrada de pessoas com histórico criminal

Dourados (MS) – A crescente presença de pessoas não indígenas vivendo irregularmente na Aldeia Bororó levou o cacique Reinaldo Arevalo a solicitar, na manhã desta segunda-feira, a intervenção imediata da Polícia Federal e da Polícia Civil. A liderança afirma que a situação tem afetado a segurança e o cotidiano da comunidade Guarani e Kaiowá.

Segundo Arevalo, entre os ocupantes irregulares há brasileiros e estrangeiros — especialmente venezuelanos e haitianos — que estariam entrando na reserva sem qualquer autorização. Em muitos casos, afirma o cacique, essas pessoas utilizam relacionamentos com indígenas como forma de permanecer na área e acessar benefícios destinados exclusivamente à população originária.

A preocupação aumenta com a presença de indivíduos com antecedentes criminais. Arevalo relata que ex-detentos, foragidos e pessoas com diversas passagens pela Justiça têm buscado refúgio na aldeia, dificultando o controle e colocando em risco a comunidade.

O cacique também fez um apelo direto aos moradores da Bororó: ele pediu união da comunidade para denunciar casos de pessoas vivendo na aldeia sem autorização e possíveis práticas criminosas, incluindo situações de tráfico de drogas dentro do território indígena. Segundo ele, apenas com a colaboração ativa dos próprios moradores será possível fortalecer o combate a irregularidades e proteger o espaço coletivo.

“Quando a comunidade se une e denuncia, nós conseguimos agir. A união fortalece a nossa segurança e preserva a integridade da aldeia”, afirmou Arevalo.

Com o pedido oficializado, a Polícia Federal recebeu autorização para ingressar na Aldeia Bororó e iniciar, nos próximos dias, a retirada dos não indígenas que vivem na área de maneira irregular. A operação terá apoio da Polícia Civil.

A expectativa da liderança indígena é de que as ações conjuntas com as autoridades e o engajamento da comunidade ajudem a restabelecer a ordem e resguardar os direitos da população Guarani e Kaiowá.

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