Saques em emendas parlamentares proibidos pelo STF agora

Saques em emendas parlamentares proibidos pelo STF agora

Saques em emendas parlamentares foram proibidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão tomada em 3 de março de 2026. A determinação impede a realização de saques em espécie das verbas oriundas de emendas parlamentares e alcança também recursos transferidos para contas de empresas beneficiárias.

Impacto dos saques em emendas parlamentares

A proibição dos saques em emendas parlamentares não impede a movimentação financeira destinada ao pagamento de fornecedores e prestadores de serviços. Segundo o ministro, os repasses poderão ser feitos por meio de transferências eletrônicas, incluindo o PIX, mantendo o fluxo de execução dos contratos e obras, desde que a rastreabilidade seja garantida.

A medida busca reduzir práticas associadas a desvios e à utilização de contas de passagem, além de dificultar a retirada em espécie que inviabiliza o controle sobre o destino dos recursos. Instituições financeiras devem adaptar seus sistemas e adotar mecanismos que assegurem a identificação de origem e beneficiários dos valores.

Medidas técnicas e prazos

Em agosto do ano anterior, o ministro já havia determinado que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste modificassem seus sistemas eletrônicos para impedir repasses das emendas por meio de contas de passagem e saques na boca do caixa. Apesar disso, foram constatadas inconsistências operacionais que motivaram a nova decisão.

Dino também estabeleceu que o Banco Central regulamente, em até 60 dias, as regras para saques de emendas, com a participação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A atuação coordenada entre bancos, BC e Coaf pretende definir procedimentos de monitoramento e bloqueio que coloquem fim a lacunas identificadas nos processos de transferência.

Contexto e transparência

Desde 2024, após assumir o cargo no STF, Flávio Dino vem conduzindo processos voltados à transparência no repasse das emendas. Em fevereiro do ano passado, foi homologado um plano de trabalho em que o Congresso se comprometeu a identificar parlamentares responsáveis pelas emendas e os beneficiários dos repasses, o que permitiu a liberação de recursos anteriormente suspensos por falta de informações claras.

A proibição dos saques em emendas parlamentares representa um avanço nas medidas de controle e rastreabilidade, ao mesmo tempo em que preserva a capacidade de pagamento a fornecedores por vias eletrônicas. Cabe agora às autoridades reguladoras e às instituições financeiras implementar as adaptações técnicas e os mecanismos de fiscalização necessários para tornar efetiva a decisão e aumentar a transparência dos repasses.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados News

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