A reeleição de Theodoro Huber para a Diretoria-Presidência do Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Dourados (PreviD), confirmada na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, produziu um recado político direto dentro da administração municipal: há liderança consolidada, respaldo do funcionalismo e pouca margem para questionamentos sobre a condução do Instituto.
O processo eleitoral, conduzido pela Comissão Eleitoral, transcorreu dentro das normas regimentais, com organização, segurança e transparência. A votação ocorreu em pontos fixos na Prefeitura Municipal e na Câmara Municipal, além de urnas itinerantes que percorreram distritos, áreas rurais e regiões mais afastadas, estratégia que ampliou o alcance do pleito e neutralizou argumentos sobre restrição de acesso ao voto.
Vitória ampla e politicamente simbólica
Após a apuração oficial, o resultado proclamado foi:
Theodoro Huber – 1.056 votos
Elizângela – 341 votos
Jurandi Júnior – 130 votos
Votos brancos e nulos – 27
Votos válidos: 1.527
Total de votantes: 1.556 servidores
Com maioria absoluta e larga vantagem sobre os demais concorrentes, Theodoro obteve uma vitória considerada politicamente robusta. O placar não apenas garantiu a reeleição, como esvaziou discursos de oposição e reforçou a leitura de que a atual gestão mantém hegemonia no comando da previdência municipal.
Participação sob a ótica do poder interno
O PreviD reúne cerca de 7 mil servidores vinculados, entre ativos, aposentados e pensionistas aptos ao voto. O caráter facultativo da eleição e sua realização em dia útil, com funcionamento normal da Administração Pública, impactam diretamente o comparecimento.
Além disso, aproximadamente 1.300 eleitores pertencem ao grupo de aposentados e pensionistas, segmento que enfrenta limitações naturais de deslocamento, idade e saúde. Soma-se a isso o contingente de servidores da ativa em áreas estratégicas, como saúde, educação, segurança e serviços essenciais, muitos em plantões e escalas.
Dentro desse contexto, o número de votantes registrados confere legitimidade política suficiente ao resultado e assegura base sólida para a continuidade das decisões administrativas e estratégicas do Instituto.
Segurança jurídica como trunfo político
A Comissão Eleitoral informou que todas as etapas obedeceram rigorosamente aos critérios legais e regimentais, com lacre público das urnas, fiscalização dos candidatos, registros em ata e controle dos materiais. Não houve impugnações nem questionamentos formais.
Esse conjunto de procedimentos afasta qualquer sombra de dúvida sobre o processo e transforma a regularidade jurídica em trunfo político, blindando o resultado e fortalecendo a posição da atual gestão.
Projeção e impacto no cenário municipal
A recondução de Theodoro Huber ao comando do PreviD projeta um cenário de continuidade, previsibilidade e controle administrativo em um dos setores mais sensíveis da máquina pública. Em tempos de debate permanente sobre equilíbrio atuarial e sustentabilidade previdenciária, o resultado funciona como um sinal político claro: a base interna optou por estabilidade e manutenção do modelo em vigor.
Ao final do processo, a Comissão Eleitoral agradeceu aos servidores, às equipes de apoio, mesários, fiscais e às instituições envolvidas — Prefeitura, Câmara Municipal e entidades sindicais.
No tabuleiro da administração pública, eleições internas também definem forças. No PreviD, o resultado foi inequívoco: liderança reafirmada, comando mantido e espaço reduzido para contestação.










