Operação Compliance Zero prende ativos e cumpre 42 mandados

Operação Compliance Zero prende ativos e cumpre 42 mandados

A Operação Compliance Zero entrou na segunda fase nesta quarta‑feira com ações da Polícia Federal contra o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. As diligências, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, visam interromper a atuação da suposta organização criminosa e recuperar ativos ligados a fraudes financeiras.

Operação Compliance Zero e o cumprimento de mandados

A ação desta manhã cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco unidades da federação: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Além das buscas, foram adotadas medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que, segundo as autoridades, ultrapassam R$ 5,7 bilhões.

Criminalidade investigada na Operação Compliance Zero

As apurações incluem indícios de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Segundo o recorte das investigações, a operação busca desarticular a estrutura administrativa que teria permitido a concessão de créditos e a emissão de títulos fraudulentos em larga escala.

Contexto e desdobramentos anteriores

A investigação é a continuidade de diligências iniciadas em novembro, quando o ex‑presidente do BRB e o empresário Daniel Vorcaro já haviam sido alvo de buscas no âmbito da mesma operação. Na ocasião, as apurações apontaram para a concessão de créditos supostamente falsos e emissão de títulos forjados que podem chegar a R$ 17 bilhões.

Em março de 2025, o BRB anunciou intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões, proposta que foi rejeitada pelo Banco Central. Posteriormente, em novembro, foi decretada a falência da instituição vinculada a Vorcaro, tornando-se parte do conjunto de fatos que motivaram o aprofundamento das investigações.

Objetivos das autoridades

As autoridades explicam que as medidas visam dois objetivos principais: interromper a atuação da organização investigada e recuperar ativos para ressarcimento de eventuais prejuízos. O uso de bloqueios e sequestros busca preservar valores e bens enquanto as apurações seguem em curso.

A operação permanece em andamento e as forças de segurança informam que novos detalhes poderão ser divulgados conforme os procedimentos legais e as necessidades das investigações. Por ora, a confirmação dos atos cumpridos e o montante sequestrado marcam a segunda fase dessa operação de grande alcance contra práticas financeiras ilícitas.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados News

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