O PDT de Mato Grosso do Sul pede socorro: A presidência figurativa que está esvaziando o partido

Escrevo na condição de filiado ao PDT em Mato Grosso do Sul, movido pela indignação que hoje é compartilhada por muitos companheiros de sigla. O que assistimos não é apenas uma crise administrativa, mas o desmonte de um partido que sempre teve história em nossa terra. É hora de encarar a realidade, pois o PDT está sendo destruído por uma gestão de gabinete, distante e totalmente desconectada da nossa gente.

Compreendemos que, juridicamente, o cargo pertence à legenda e que a Justiça Eleitoral é o caminho para quem deseja contestar mandatos. Isso faz parte da regra. Porém, o que não podemos mais tolerar é uma intervenção da Presidência Nacional que já se arrasta por anos sem solução. Como aceitar que, até hoje, não tenha sido escolhida uma liderança de dentro do estado para comandar o nosso destino?

O erro começou lá atrás, quando a Nacional nomeou um presidente de fora do Mato Grosso do Sul. Essa pessoa permaneceu por aqui algum tempo, mas logo voltou ao seu estado de origem, deixando claro que o compromisso com a nossa terra era passageiro. Hoje, o que temos é uma presidência figurativa. Alguém que tenta comandar o partido sem morar aqui, sem conhecer nossas estradas, nossas carências e a nossa política local. O resultado dessa falta de coerência está à vista de todos, pois o partido só diminuiu.

A prova maior desse fracasso é o esvaziamento da nossa base. Vimos o afastamento de candidatos eleitos pelo PDT que, por não encontrarem respaldo, diálogo ou uma direção presente, mudaram de sigla. É um erro acreditar que alguém de fora terá o poder de aglutinar forças. Pelo contrário, uma liderança ausente apenas espalha a militância e afasta os bons quadros, já que o interesse de quem vem de fora nunca será o mesmo de quem vive e luta pelo Mato Grosso do Sul todos os dias.

Será que o PDT não tem pessoas capacitadas em nosso estado para levantar essa bandeira e fazer o partido crescer? É inacreditável que interesses pessoais e projetos de Brasília continuem imperando sobre o fortalecimento da nossa base regional. Para o PDT voltar a ser forte, ele precisa estar ligado diretamente aos interesses do nosso MS. Um partido não se faz com figuras de papel ou comandos à distância, ele se faz com presença, coerência e respeito pela militância. Já passou do tempo de devolvermos o PDT aos sul-mato-grossenses.

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