Legítima defesa em Dourados: acusado mata menor na aldeia

Legítima defesa em Dourados: acusado mata menor na aldeia

Legítima defesa em Dourados foi a versão apresentada pelo homem de 29 anos que se apresentou à Polícia Civil após a morte do adolescente de 15 anos na Aldeia Jaguapiru. Segundo a defesa, o suspeito, identificado como Márcio, agiu para proteger sua residência durante ataques de um grupo que teria apedrejado o imóvel e retornado armado com facões.

Versão da defesa sobre a legítima defesa em Dourados

De acordo com o advogado Thiago Aquino, que acompanhou Márcio ao Setor de Investigações Gerais (SIG) em Dourados na tarde de quinta-feira (9/10), o cliente relatou que a casa foi atacada duas vezes na mesma noite. A defesa afirma que, após observar jovens encapuzados e com armas brancas, o homem abordou os participantes do grupo e voltou para sua residência. Posteriormente, o grupo teria voltado a atacar e, numa ação para se defender, o suspeito teria usado um pedaço de madeira, atingindo a vítima.

O acusado foi ouvido pela polícia e responderá ao processo em liberdade. A versão apresentada enfatiza que não havia rixa prévia entre Márcio e a vítima e que ele desconhecia o adolescente. Essas informações constam no relato formalizado durante o depoimento.

O caso: morte do adolescente na Aldeia Jaguapiru

O jovem identificado como Mateus Pedro Pontes, de 15 anos, foi encontrado ferido na madrugada de domingo (5/10) na chamada ‘estrada do Getúlio’, dentro da Aldeia Jaguapiru. Populares localizaram o adolescente com diversos ferimentos e acionaram o socorro. Ele foi levado ao Hospital da Vida, em Dourados, em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 11h do mesmo dia.

A Secretaria de Segurança e as equipes que atendem ocorrências em áreas indígenas foram acionadas para registrar a situação. O boletim inicial aponta diversas agressões encontradas na cena e o acionamento de socorro por populares. A investigação agora busca esclarecer exatamente as circunstâncias que resultaram na morte e confirmar se todos os relatos apresentados se sustentam diante das provas coletadas.

Atuação da polícia e próximos passos da investigação

A polícia informou que o caso segue em investigação. Procedimentos rotineiros em situações como essa incluem coleta de depoimentos de testemunhas, perícia no local onde a vítima foi encontrada, análise do corpo e laudos do hospital, além de eventual apreensão de objetos usados no crime. A polícia também deve apurar se houve participação de outras pessoas nos ataques relatados e se há registros anteriores de conflitos na região.

Até o momento, a versão de legítima defesa em Dourados apresentada pela defesa é um dos elementos considerados pela autoridade policial, que avaliará se a conduta do autor configura uma ação de defesa justificável ou se há indícios de crime doloso.

Contexto comunitário e implicações

A Aldeia Jaguapiru, localizada na Reserva Indígena do município, tem histórico de episódios de tensão pontuais, segundo relatos contidos no depoimento do acusado. Situações envolvendo confrontos entre grupos ou atos de violência nas vias internas da aldeia são tratadas pelas autoridades locais com atenção, dada a vulnerabilidade de menores e a necessidade de preservar a ordem e a segurança das comunidades.

O desfecho do processo dependerá da investigação policial e das medidas adotadas pelo Ministério Público, que poderá oferecer denúncia se entender que há elementos suficientes para tanto. Caso contrário, a comprovação da legítima defesa pode influenciar no não oferecimento de denúncia ou em outras decisões judiciais subsequentes.

O que se espera agora

A família da vítima, a defesa e a comunidade aguardam o andamento das perícias e a conclusão das diligências policiais. A elucidação dos fatos exige tempo e a apuração técnica de todas as provas, com respeito aos procedimentos legais e aos direitos tanto da vítima quanto do acusado.

Enquanto isso, as autoridades responsáveis mantêm o caso sob investigação para reunir elementos que esclareçam a dinâmica do episódio e permitam a responsabilização adequada, se for o caso. Qualquer atualização sobre indiciamentos, novas prisões ou medidas judiciais será informada pelas instâncias oficiais competentes.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados News

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