LAUDO CONFIRMA: ONÇA-PINTADA REALMENTE INGERIU CASEIRO

LAUDO CONFIRMA: ONÇA-PINTADA REALMENTE INGERIU CASEIRO

DNA humano compatível ao do caseiro Jorge Ávalo foi identificado nas fezes de Irapuã, transferida do Pantanal ao instituto em Amparo após ataque no Pesqueiro.

Análise de DNA nas fezes da onça apontam que material genético encontrado era mesmo do caseiro Jorginho. A Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul confirmou nesta sexta-feira (04/07) que o DNA humano encontrado nas fezes da onça-pintada capturada no pesqueiro Touro Morto, no dia 24 de abril, pertence ao caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, conhecido como Jorginho. O resultado encerra dúvidas sobre se o animal realmente o matou e consumiu sua carne.

A onça, um macho de aproximadamente nove anos que recebeu o nome de Irapuã — termo que significa “agilidade e força” em tupi-guarani — está em abrigo no Instituto Ampara Animal, em Amparo (SP), desde meados de maio, quando foi transferida do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) na Capital.

História do ataque
21 de abril: Jorginho é dado como desaparecido enquanto trabalhava no pesqueiro em Miranda (MS) e são encontradas pegadas e vestígios de sangue e vísceras no local.
22 de abril: restos mortais do caseiro são encontrados próximo ao local do ataque. E no dia 24 de abril a onça, um macho de 9 anos e 94 Kg, que continuou rondando o pesqueiro, foi capturada e encaminhada ao CRAS para cuidados intensivos.

15 de maio: Irapuã é transferido do CRAS (Campo Grande) para o Instituto Ampara Animal, já recuperada com aproximadamente 107 kg.

Chegada da onça no CRAS e início do tratamento em 25 de abril. DNA confirma tragédia
Anteriormente, a presença de ossos e cabelos humanos no sistema digestivo da onça apontava indícios do ataque, mas apenas com os exames periciais concluídos nesta sexta foi possível confirmar que o material genético nos dejetos realmente corresponde ao de Jorginho.

Situação atual da onça Irapuã
No Instituto Ampara, Irapuã reside em um recinto de mais de 4.000 m² que integra o Criadouro Científico para fins de conservação. O local é projetado para simular o habitat natural, com matas nativas e até áreas alagadas, sem contato direto com o público, segundo a presidente Juliana Camargo.

A onça continua sob monitoramento do ICMBio e dos veterinários locais, com alimentação balanceada, suplementação nutricional e acompanhamento clínico periódico.

Próximos passos
O laudo pericial será anexado ao inquérito conduzido pela Polícia Civil de Aquidauana, que investiga oficialmente o ataque fatal ao caseiro. Com a confirmação da ocorrência, descartam-se outras hipóteses sobre a causa da morte, encerrando debates sobre o que ocorreu naquela madrugada de 21 de abril.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Folha CG

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