Fraudes do INSS CPMI aprova prisões e quebras de sigilo agora

Fraudes do INSS CPMI aprova prisões e quebras de sigilo agora

As fraudes do INSS motivaram, nesta quinta-feira (5), a aprovação pela CPMI do INSS de 57 requerimentos, sendo 51 para quebra de sigilo fiscal e bancário de servidores, filhos de investigados e 36 empresas. A decisão inclui pedidos de prisão preventiva e retenção de passaporte contra lideranças apontadas como articuladoras do esquema que desviou recursos das aposentadorias e pensões.

Fraudes do INSS: quem são os suspeitos e os pedidos aprovados

A comissão aprovou pedidos de prisão preventiva e de retenção de passaporte contra os principais apontados pela investigação. Entre os nomes aprovados pela CPMI estão:

  • Felipe Macedo Gomes — ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Brasil Clube de Benefícios;
  • Igor Dias Delecrode — ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista;
  • Américo Monte Júnior — ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios;
  • Anderson Cordeiro de Vasconcelos — dirigente da Associação Master Prev;
  • Marco Aurélio Gomes Júnior — apontado como dirigente de várias associações ligadas ao esquema;
  • Mauro Palombo Concilio — contador de empresas beneficiadas com descontos indevidos.

Quebras de sigilo e relatórios financeiros

Além das prisões, a CPMI aprovou a obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) produzidos pelo Coaf para dezenas de pessoas e empresas, inclusive filhos de investigados. Entre os alvos dos RIFs estão empresários e sócios ligados a estruturadores do esquema, escritórios de advocacia e associações que teriam participado das operações de desconto indevido.

O relator da CPMI requereu o RIF de nomes específicos (por exemplo, REQ 2.908/2026-CPMI e REQ 2.965/2026-CPMI) para esclarecer movimentações financeiras atípicas e possíveis intermediações de propina.

Valores e alcance do esquema

A Polícia Federal estimou desvios de cerca de R$ 6,3 bilhões no período de 2019 a 2024; o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que os descontos indevidos podem ter atingido R$ 6,8 bilhões. As fraudes teriam sido praticadas por meio da falsificação de autorizações de beneficiários idosos para inclusão como mensalistas de associações e sindicatos, com descontos automáticos nas aposentadorias e pensões.

Adiamentos e limites à investigação

A votação sobre requerimentos relacionados ao Banco Master foi adiada para refazer pedidos mais pontuais — concentrados em operações de crédito consignado — a fim de evitar a quebra integral de movimentações bancárias que seriam imensas e pouco úteis ao relatório final. O presidente da CPMI destacou a busca por consenso entre líderes e a seleção de dados relevantes para a investigação.

A CPMI seguirá coletando RIFs e documentos, ouvindo investigados e produzindo relatórios para subsidiar possíveis medidas judiciais e administrativas, com foco em recuperar valores indevidamente descontados dos beneficiários e responsabilizar os envolvidos.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Dourados News

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