Dengue em Mato Grosso do Sul permanece em destaque no boletim epidemiológico: até a 46ª semana de 2025 o Estado registrou 13.696 casos prováveis e 8.319 casos confirmados da doença. O documento divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta também 18 óbitos confirmados e outros 7 em investigação.
Dengue em Mato Grosso do Sul: números e municípios afetados
Nos últimos levantamentos, algumas cidades apresentaram comportamento mais favorável: nos últimos 14 dias Sonora, Nioaque e Rio Brilhante registraram incidência baixa de casos confirmados. Ainda assim, os óbitos ocorreram em municípios diversos, distribuídos por todo o estado. As mortes confirmadas por dengue foram registradas em: Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, 7 apresentavam algum tipo de comorbidade.
A distribuição dos casos mostra que, apesar de áreas com baixa incidência recente, a circulação do vírus segue ativa e com potencial de impacto em municípios com maior densidade populacional e mobilidade.
Vacinação contra a dengue em Mato Grosso do Sul
A estratégia de imunização também foi detalhada no boletim. Até o momento, foram aplicadas 201.633 doses do imunizante na população-alvo, após o Estado receber 241.030 doses do Ministério da Saúde. O esquema vacinal recomendado é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
A vacinação é orientada para crianças e adolescentes entre 10 anos e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade — grupo que concentra maior número de hospitalizações por dengue dentro da faixa de 6 a 16 anos. A SES reforça a importância de completar o esquema vacinal para garantir proteção adequada.
Como a vacinação ajuda a controlar a dengue no Estado
A vacinação, aliada às ações de vigilância e controle do Aedes aegypti, reduz internações e formas graves da doença. Programas locais de busca ativa, bloqueio de transmissão e campanhas educativas são complementares e essenciais para reduzir a circulação do vírus.
Chikungunya no Estado e vínculos com a dengue
O boletim também apresenta dados sobre Chikungunya: foram notificados 13.721 casos prováveis, dos quais 7.546 foram confirmados no SINAN. Há registro de 74 casos em gestantes e 16 óbitos atribuídos à doença nos municípios de Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Entre as vítimas de Chikungunya, 12 apresentavam comorbidades.
A convivência de dengue e chikungunya exige atenção redobrada das equipes de saúde, pois sintomas iniciais podem ser semelhantes e o manejo clínico adequado é fundamental.
Orientações à população
A Secretaria de Saúde alerta para evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya — como febre, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele ou dores articulares intensas — a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde do município. O atendimento precoce faz diferença no desfecho clínico.
Medidas preventivas que reduzem a transmissão
- Eliminar água parada em recipientes domésticos (vasos, pneus, garrafas, calhas).
- Manter caixas d’água e cisternas bem fechadas.
- Limpar e vigiar locais que possam acumular água após chuva.
- Usar repelente e roupas que reduzam exposição às picadas, quando indicado.
- Procurar a unidade de saúde ao primeiro sinal de alerta.
Perspectiva e recomendações finais
A situação da dengue em Mato Grosso do Sul em 2025 exige manutenção das ações de vigilância, aceleração da cobertura vacinal na população-alvo e engajamento comunitário nas ações de prevenção. Embora alguns municípios apresentem queda recente na incidência, o número consolidado de casos confirmados e os óbitos relatados demonstram que o risco persiste.
Profissionais de saúde e gestores devem manter o monitoramento e reforçar campanhas de comunicação sobre vacinação e medidas de controle do Aedes aegypti. Para a população, completar o esquema vacinal quando elegível e eliminar criadouros continua sendo a principal barreira à propagação da doença.
Em caso de dúvidas sobre sintomas ou sobre o calendário vacinal, procure a unidade de saúde mais próxima para orientação e acompanhamento.









