Demolição de ranchos em Ivinhema confirma ordem judicial

Demolição de ranchos em Ivinhema confirma ordem judicial

Demolição de ranchos foi determinada pela Justiça para pelo menos 15 construções irregulares às margens do Rio Ivinhema, na zona rural do município de Ivinhema, a 248 km de Campo Grande. A decisão, resultado de ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em 2006, aponta ocupação indevida de Área de Preservação Permanente (APP) e determina a restauração ambiental da área afetada.

O que decidiu a Justiça

Medida de recuperação e proibições

A sentença obriga a retirada das edificações instaladas na faixa de proteção do rio, proíbe novas intervenções no local e determina a recomposição da vegetação nativa para recuperação da APP. O acórdão transitou em julgado e foi publicado no Diário da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, tornando a obrigação de restaurar a área definitiva.

Localização e características da ocupação

As construções estão em um imóvel de aproximadamente 3,62 hectares, com acesso pela rodovia MS-376, no trecho entre Ivinhema e Nova Andradina. A área, situada a cerca de 33,3 quilômetros da zona urbana, vinha sendo usada como casas de veraneio para lazer, pesca e descanso, sem o devido licenciamento ambiental exigido para intervenções em APP.

Unidade de conservação e implicações legais

O trecho faz parte da Área de Proteção Ambiental Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, uma unidade de conservação de uso sustentável que impõe regras para ocupação e proteção dos recursos naturais. Mesmo em propriedades privadas, intervenções em APP são proibidas quando comprometem a vegetação ciliar, aumentam o risco de erosão das margens e prejudicam a qualidade da água.

Tentativa de acordo e entendimento do Judiciário

Durante a fase de execução, proprietários propuseram ao MPMS um acordo para regularizar as construções com base em normas posteriores e compensações ambientais, alegando ocupação consolidada. O pedido não foi homologado: o Judiciário ressaltou decisão do Superior Tribunal de Justiça que afasta a possibilidade de regularização de construções em APP às margens do Rio Ivinhema e observou a ausência de laudo técnico do Imasul, impedindo acordos contrários ao decidido na ação civil pública.

Impactos e próximos passos

Com a decisão definitiva, a expectativa é que o processo de execução promova a demolição das edificações e a implantação de medidas de recuperação ambiental. A determinação reforça a aplicação da legislação ambiental sobre áreas de preservação permanente e sinaliza atuação rigorosa do Judiciário e do Ministério Público em casos de ocupação irregular de margens fluviais.

Informações no processo indicam medidas que visam preservar a integridade hídrica e a biodiversidade da microbacia do Rio Ivinhema, considerada estratégica para a região.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Plantão do MS

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