Contrabando de cabelo humano ex vereador preso na fronteira

Contrabando de cabelo humano ex vereador preso na fronteira

Contrabando de cabelo humano levou à prisão do ex-vereador Rodrigo Junior de Morais Rodrigues, 48 anos, na manhã deste domingo em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. As autoridades apreenderam 257 quilos de cabelo humano avaliados em cerca de R$ 2,5 milhões, durante bloqueio do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) no trevo que dá acesso ao município de Antônio João, na confluência da MS-164 com a MS-384.

Abordagem e apreensão

Durante a fiscalização, Rodrigues conduzia um Volkswagen T-Cross acompanhado da esposa. Ao solicitar documentos pessoais e do veículo, os policiais notaram comportamento nervoso do motorista. Na vistoria foram encontrados seis sacos grandes com o material capilar no porta-malas e no banco traseiro. O preso chegou a admitir o transporte de cerca de 200 kg, porém o volume total constatado foi de 257 kg.

Contrabando de cabelo humano: documentação e indícios

O casal apresentou uma nota fiscal e uma DAMFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), porém os dados não batiam com o veículo, o peso declarado nem a origem informada. Essas inconsistências reforçaram a suspeita de contrabando de cabelo humano, uma mercadoria que costuma ser alvo de importação clandestina destinada à indústria de alongamentos e perucas.

Por que o contrabando de cabelo humano preocupa

Além do potencial econômico do produto, o contrabando envolve evasão fiscal, falta de rastreabilidade e atuação de redes que operam entre países vizinhos. No aspecto comercial, massa volumosa de cabelo humano circulando sem documentação adequada indica possível desvio de cadeia logística e comércio irregular.

Histórico político do suspeito

Rodrigo Junior de Morais Rodrigues, conhecido como Junior Rodrigues, exerceu mandato de vereador entre 2017 e 2020 em Dourados. Em 2024 tentou retornar à Câmara Municipal pelo Avante e obteve 639 votos, sem sucesso. Em 2019 já havia sido alvo de denúncia por suposto crime de responsabilidade administrativa, mas foi absolvido em votação no plenário.

Prisão e próximos passos

Rodrigues foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã e preso em flagrante por contrabando. A esposa foi liberada e deve prestar depoimento como testemunha. O caso deve seguir com investigação para apurar a origem do produto, a articulação do transporte e eventual participação de terceiros. Procedimentos como perícia do material e verificação da documentação fiscal devem compor os desdobramentos legais.

O fato evidencia atenção especial das operações de fronteira no combate a esquemas que utilizam rotas transfronteiriças para movimentar mercadorias de alto valor sem a devida regularização.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Plantão do MS

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