Chefe da tropa de elite preso com 300 kg de cocaína em MS

Chefe da tropa de elite preso com 300 kg de cocaína em MS

O chefe da tropa de elite do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, identificado como Antonio Fernando Martins da Silva, de 39 anos, foi preso em operação conjunta realizada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). As investigações apontam vínculo do servidor com uma carga de 300 quilos de cocaína encontrada em viatura oficial, levantando questionamentos sobre infiltração do crime organizado em estruturas de segurança.

Chefe da tropa de elite e a carga de 300 kg de cocaína

Segundo as apurações, a droga foi localizada durante diligências em Corumbá, região de fronteira com a Bolívia. A carga, avaliada preliminarmente em 300 quilos, estava em uma viatura oficial da Polícia Penal. No veículo foram identificados dois homens trajando fardamento que não pertenciam à corporação, o que levou as autoridades a aprofundarem a investigação e a relacionarem o material apreendido ao servidor detido.

Prisão e medidas administrativas

O mandado de prisão preventiva foi cumprido na quinta-feira (19). No dia seguinte, a dispensa do policial do cargo de comando no Cope (Comando de Operações Penitenciárias) foi publicada no Diário Oficial do Estado. Outro policial penal foi designado para exercer a função de subcomando enquanto o inquérito, que segue sob sigilo, apura a extensão do suposto esquema.

Impacto interno e investigações em curso

A prisão do chefe da tropa de elite repercutiu fortemente entre as forças de segurança do Estado. O Cope é responsável por ações de alto risco, escoltas e intervenções em unidades prisionais, e a detenção de um integrante da chefia reforça a necessidade de apuração sobre possíveis falhas de controle e eventuais práticas criminosas envolvendo servidores.

A Agepen informou que a operação foi deflagrada em conjunto com a Polícia Civil e que novas informações serão divulgadas posteriormente pelas autoridades competentes. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a existência de outros servidores implicados, tampouco detalhes sobre o destino final da carga apreendida.

Contexto operacional

As autoridades seguem com diligências e perícias para confirmar a origem da droga, identificar todos os envolvidos e mapear o esquema investigado. O curso do inquérito deverá esclarecer responsabilidades penais e administrativas e apontar medidas preventivas para reduzir riscos de infiltração do crime organizado nas operações de segurança prisional.

O caso permanece em apuração e qualquer nova comunicação será realizada pelas instâncias responsáveis, observando o sigilo do procedimento em andamento.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Plantão do MS

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