BRAZ MELO É HOMENAGEADO EM EVENTO NACIONAL E ENTRA NO LIVRO DO MÉRITO

BRAZ MELO É HOMENAGEADO EM EVENTO NACIONAL E ENTRA NO LIVRO DO MÉRITO

O Sistema Confea/Crea e Mútua, que é encabeçado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, prestou homenagem a 24 profissionais de diferentes regiões do País durante a 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), realizada em Vitória, a capital do Espírito Santo.

De Mato Grosso do Sul, o escolhido como reconhecimento das contribuições relevantes ao progresso da ciência, da tecnologia, das artes e ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil, e convidado a receber a Medalha do Mérito durante o encontro nacional foi o engenheiro civil Antônio Braz Genelhu Melo, de Dourados, indicado pelo Crea-MS, o Conselho Regional de Agronomia e Engenharia do Estado.

A principal marca que caracteriza o simbolismo dessa homenagem está plantada ao centro de uma imensa rotatória em Dourados, no encontro da BR-163 com o prolongamento da Avenida Marcelino Pires, principal via pública da cidade. Ali foi fincado o monumento aos colonos do início do século XX da região, batizado, com louvor, pela população, de “Mão do Braz”.

Um solucionador de problemas

Erguido na primeira gestão de Braz Melo à frente da prefeitura (1989-1992), o ex-prefeito também deixou, como marcas, acrescentado ao segundo mandato (1996-2000), os 11 CEUs, os Centros de Educação Unificada espalhados pela periferia de Dourados, junto a postos de saúde, inclusive no interior da maior reserva indígena do país, e dois prêmios de melhor prefeito do Brasil.

Braz Melo chegou a alcançar o cargo de vice-governador, período no qual ficou à frente dos assuntos relativos ao Mercosul. No entanto, não nega, como revelou à revista do Confea: entre política e Engenharia, sua paixão está na segunda. “O engenheiro é um solucionador de problemas”, define.

Nascido na cidade mineira de Aimores, Braz Melo se formou em Engenharia Civil em 1971 no Rio de Janeiro, enquanto desenhava tubulações para sobreviver. Teve diversos empregos nessa época na cidade maravilhosa que, segundo ele conta, pulsava de obras, tendo sido recém-destituída da condição de capital federal. Um desses empregos foi na construção do metrô do Rio. “Eu ia na frente, resolvendo aqueles problemas de água, esgoto etc. Foi uma obra muito importante na minha vida.”

Transformador urbano

Tudo o que o jovem engenheiro viveu no Rio, ele pode levar para o centro-oeste do país quando foi convidado para executar a obra do esgoto sanitário de Dourados pela Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso, a então Sanemat. Quando Mato Grosso se dividiu, a Sanemat também se repartiu, dando origem à Sanesul, empresa da qual Braz Melo chegou a ser vice-presidente. A partir de 1974, já autorizado pelo governo estadual, Braz começou a deixar sua marca na paisagem urbana de Dourados.

Em 1976, quando assumiu a regional da Sanemat, executando 160 quilômetros de rede d’água, Braz já não era apenas um funcionário público: era um transformador urbano. A ascensão na Sanesul veio naturalmente. Em 1977, foi chamado para assumir a regional de Campo Grande. Um ano depois, participava dos estudos para a criação da nova empresa de saneamento que nasceria com a divisão do estado. Em 1979, foi nomeado vice-presidente da Sanesul, participando de projetos emblemáticos como a captação do Guariroba, em Campo Grande, e do Rio Dourados.

Mas foi em 1981, como coordenador das obras estaduais na Grande Dourados, que Braz mostrou sua versatilidade: além de redes de água e esgoto, supervisionou a construção do estádio Douradão. Em 1983, criou a Apoio Engenharia junto com o engenheiro Shizuke Ono e passou a executar obras que deixariam marca no sul do estado: a Escola Estadual de Caarapó, ginásios de esporte em Caarapó e Naviraí. Eram projetos que exigiam não apenas conhecimento técnico, mas sensibilidade para entender as necessidades de comunidades menores, mais próximas da realidade rural que caracterizava a região. Cada obra era pensada não apenas como estrutura física, mas como espaço de convivência e desenvolvimento social.

Engenharia e família

Casado há 54 anos com Anete Silva Melo, Braz reconhece que deve grande parte do que conquistou ao apoio da família, principalmente da esposa, com quem tem três filhos – Gisella, Braz Jr. e Mirella –, seis netos e dois bisnetos. No início da vida em Dourados, Anete foi a responsável por manter Braz na cidade, que demorou um pouco para se adaptar. A política chegou como consequência natural do trabalho técnico. Prestando serviços de galerias pluviais para a prefeitura de Dourados, Braz estabeleceu uma relação próxima com o prefeito João Totó Câmara, que logo sugeriu que ele seguisse o caminho político.

“A Engenharia me ajudou muito na política”, reflete Braz. “Um engenheiro é um solucionador de problemas, e a prefeitura de uma cidade é isso: resolver problemas.” Em 1988, candidatou-se e venceu a eleição para prefeito de Dourados, iniciando um mandato que transformaria a cidade de forma definitiva. O resto a história nos conta.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Douranews

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