A sessão da Câmara de Dourados nesta segunda-feira (7) trouxe novos elementos ao episódio que marcou a posse de 50 Agentes de Combate às Endemias (ACEs) no último fim de semana. A ausência de vereadores e do prefeito no ato realizado no sábado (4) deixou de ser apenas um registro e passou a ser questionada dentro do próprio Legislativo.
O Contexto da Crise
Enquanto os novos agentes assumiam funções em meio ao avanço da chikungunya, que já não se restringe às aldeias e se espalha por diferentes regiões do município, o evento ocorreu sem a presença das principais lideranças políticas locais.
Estiveram presentes autoridades da esfera federal e municipal, como:
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Licinha Tremembé: Secretária da SESAI;
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Marcio Figueiredo: Secretário Municipal de Saúde;
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Lindomar Terena: Coordenador do DSEI-MS.
Falha na Comunicação Institucional
Na tribuna, vereadores afirmaram que não receberam convite formal e relataram que só tiveram conhecimento da cerimônia por meio da imprensa. A reação foi de surpresa e incômodo, visto que o ato estava diretamente ligado a uma resposta emergencial de saúde pública.
“Em um ambiente institucional, especialmente em cenário de crise, depender de um único fluxo informal de comunicação é assumir o risco do erro.”
Os agentes foram contratados via AgSUS e DSEI-MS, em caráter temporário. Embora vinculados à estrutura federal, chegam para suprir uma demanda urgente em Dourados, que já opera sob decreto de situação de emergência.
O Entrave do Feriado
Nos bastidores, o que se desenha é uma falha básica de logística:
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Quinta-feira: Autorização para uso do plenário concedida no início do feriado prolongado.
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Sábado: A presidente da Câmara, vereadora Liandra da Saúde, recebeu uma mensagem via WhatsApp do cerimonial da AgSUS solicitando confirmação.
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O Problema: A mensagem não foi visualizada ou processada a tempo.
Apesar da Câmara dispor de um grupo oficial de comunicação com todos os parlamentares, nenhuma mensagem foi enviada, evidenciando a fragilidade dos fluxos internos.
Conclusão
O episódio revela uma estrutura que reage mal ao básico. Em meio a uma crise sanitária, a falta de comunicação mínima deixa de ser um detalhe e passa a ser uma falha política.
Enquanto a classe política tenta entender o desencontro, os 50 agentes já estão em campo combatendo o mosquito transmissor. A resposta técnica começou e não pôde esperar pela agenda institucional.









