Uma postagem feita por uma moradora do Jardim Novo Horizonte em grupos de WhatsApp e nas redes sociais escancarou a insatisfação de parte da comunidade com a construção de um CAPS Álcool e Drogas 24 horas, com leitos, em plena área residencial da região sul de Dourados.
O texto, que rapidamente se espalhou entre moradores do Novo Horizonte, Moradas, Cidade Jardim, Parque do Lago, Parque das Primaveras, Flórida e bairros vizinhos, tem tom de desabafo e indignação.
“Somos a favor do tratamento, sabemos que é um projeto importante para Dourados. Mas em nenhum momento o Executivo procurou a comunidade para conversar sobre essa construção”, escreveu a moradora.
A principal crítica é a ausência total de diálogo antes do início da obra. Segundo a publicação, não houve audiência pública amplamente divulgada, reunião comunitária ou qualquer explicação formal aos moradores da região.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito na quinta-feira (19), em ato que contou com a presença de diversas autoridades políticas. Para os moradores, o evento oficial reforçou a sensação de que a decisão já estava consolidada sem que a comunidade tivesse sido ouvida.
Para quem vive no entorno, a percepção é de que a medida foi tomada “de cima para baixo”, ignorando o impacto direto sobre centenas de famílias.
Outro ponto destacado no desabafo é a preocupação com a segurança.
“Temos medo pela segurança das nossas crianças e dos moradores. Estamos falando de uma área cercada por casas, escolas e famílias trabalhadoras. Não é preconceito, é preocupação”, diz trecho da mensagem.
A moradora também cobra posicionamento do Legislativo municipal.
“Precisamos que os vereadores de Dourados estejam ao lado da população e promovam um debate sério sobre essa construção. A Câmara precisa abrir espaço para ouvir quem mora aqui.”
A mobilização já resultou na organização de um abaixo-assinado, que deverá ser encaminhado ao Ministério Público, pedindo análise da legalidade e dos critérios técnicos que definiram o local da obra.
O episódio revela mais do que um simples questionamento sobre um endereço. Expõe o desgaste entre comunidade e gestão municipal quando decisões de grande impacto são tomadas sem diálogo prévio.
O que começou como um desabafo nas redes sociais agora se transforma em pressão política — e o posicionamento do Executivo e da Câmara deverá ser cobrado nos próximos dias.
“A reportagem orocurou a assessoria da Prefeitura, mas não houve retorno. O espaço segue aberto”.
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