PreviD não tem investimentos com Banco Master, informação que traz alívio aos milhares de servidores aposentados de Dourados. O Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Dourados (PreviD) confirmou que não possui aplicações registradas no Banco Master, diferentemente de outras entidades do estado que enfrentam perdas com títulos e operações vinculadas à instituição.
PreviD e Banco Master: situação local
A confirmação de que o PreviD não tem investimentos com Banco Master foi divulgada pela administração do instituto como forma de tranquilizar seus beneficiários. A medida reforça que os recursos previdenciários do município não estão expostos às letras e títulos problemáticos emitidos pelo banco. Em Mato Grosso do Sul, levantamentos apontaram um rombo superior a R$ 1,2 milhão em letras do Banco Master contra o IPMCG, a previdência municipal de Campo Grande, valores e condições que não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Impacto para aposentados de Dourados
Para os aposentados e pensionistas de Dourados, saber que o PreviD não tem investimentos com Banco Master reduz o risco de perda direta de recursos da previdência municipal. O instituto segue políticas de diversificação dos investimentos e credencia administradores e gestores de fundos para aplicar os recursos com critérios de segurança e liquidez. Entre as instituições e fundos citados pela gestão estão opções reconhecidas no mercado, como fundos do Banco do Brasil e do Itaú, que compõem a estratégia de alocação e mitigação de riscos.
Exposição em Mato Grosso do Sul e ações na Capital
A crise envolvendo o Banco Master ganhou intensidade depois da liquidação da instituição pelo Banco Central do Brasil e da prisão do seu presidente, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal. Em Campo Grande, pelo menos 270 ações foram ajuizadas neste ano por pessoas que alegam terem sido vítimas de operações de crédito do banco, a maior parte composta por servidores municipais. Em muitos casos, aposentados relataram que, ao buscar um consignado, acabaram contratando linhas que resultaram em saques no cartão de crédito e uso do crédito rotativo, levando ao chamado “superendividamento”.
Essas ações e a exposição do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IPMCG) evidenciam a necessidade de transparência nas aplicações e de verificação criteriosa dos produtos oferecidos por instituições financeiras.
Como o PreviD administra investimentos
O PreviD adota uma política de investimentos que inclui a seleção de gestores e administradores de fundos por meio de credenciamento e contratos específicos. A estratégia privilegia a diversificação entre instituições e fundos mais bem avaliados, com foco em proteger o patrimônio destinado ao pagamento de benefícios. Ao aplicar em fundos de instituições consolidadas, o instituto busca equilibrar rentabilidade e segurança, reduzindo a chance de exposição a emissores com problemas de liquidez ou solvência.
Transparência e defesa dos beneficiários
A gestão afirma atuar de forma proativa na defesa dos direitos previdenciários, adotando controles internos e análises de risco antes de autorizar aplicações. Essa postura foi enfatizada pela administração do instituto ao comunicar que não existem títulos ou investimentos emitidos pelo Banco Master nos extratos do PreviD.
O que muda para os beneficiários e recomendações
Embora o PreviD não tenha aplicações no Banco Master, beneficiários devem manter atenção a extratos e comunicados oficiais. Recomenda-se:
- Consultar regularmente os demonstrativos do PreviD e esclarecer dúvidas junto ao setor de atendimento;
- Verificar operações de crédito consignado diretamente com a folha de pagamentos do município antes de assinar contratos;
- Reportar imediata e formalmente qualquer débito ou produto desconhecido para a administração do instituto;
- Procurar orientação jurídica ou financeira em caso de indícios de superendividamento decorrente de ofertas bancárias.
A situação envolvendo o Banco Master reforça a importância da governança e do acompanhamento contínuo das aplicações previdenciárias. No caso de entidades que sofreram exposição, como o IPMCG, as autoridades e a Justiça analisam medidas para proteger credores e avaliar responsabilidades. Para Dourados, a declaração do PreviD de que não existem investimentos no Banco Master traz segurança imediata aos valores administrados para pagamento de aposentadorias e pensões.
Em resumo, a informação de que o PreviD não tem investimentos com Banco Master confirma que os recursos previdenciários municipais não estão envolvidos na liquidação do banco, enquanto as autoridades seguem apurando as circunstâncias que levaram à insolvência da instituição e as ações judiciais relacionadas aos credores no estado.









