Enfermeiras fantasiadas transformaram o atendimento na UPA de Dourados durante as comemorações do Dia das Crianças, promovendo acolhimento, redução do medo infantil e um clima mais humano na unidade. A iniciativa, idealizada pela própria equipe de enfermagem, ocorreu ao longo da semana e teve destaque na noite do domingo comemorativo, quando pacientes infantis e familiares foram surpreendidos com fantasias de personagens, distribuição de balas, pirulitos e balões.
Contexto e objetivo da ação
Humanização com enfermeiras fantasiadas na UPA
A ação teve como propósito principal humanizar o atendimento e tornar o ambiente de emergência menos intimidante para as crianças. Técnicas e enfermeiras trocaram os jalecos brancos por trajes de desenhos animados e personagens infantis, aproximando-se dos pacientes com brincadeira e afeto. Segundo a equipe, as fantasias e guloseimas foram custeadas pelos próprios funcionários, o que reforça o caráter voluntário e afetivo da iniciativa.
Como a presença de personagens ajuda no atendimento
Do ponto de vista prático, a presença de personagens contribui para reduzir a ansiedade, facilitar a comunicação e tornar procedimentos de rotina menos traumáticos. Crianças que chegam assustadas tendem a colaborar melhor quando a figura à sua frente é percebida como lúdica e amigável. No caso da UPA de Dourados, profissionais relataram que o choro deu lugar à curiosidade e que muitos pequenos saíram da unidade sorrindo, esquecendo por instantes o motivo da visita.
Relato da equipe
Claudia Mahl, enfermeira que se fantasiou de Chapeuzinho Vermelho, resumiu a proposta: “Sabemos que o ambiente de saúde pode ser intimidador, especialmente para as crianças. Nosso objetivo era transformar esse medo em sorrisos. Se a criança nos vê como um personagem amigável, o choro dá lugar à curiosidade e a experiência toda se torna menos traumática”. A fala evidencia a compreensão da equipe sobre a importância da empatia e da criatividade no cuidado com o paciente infantil.
Desdobramentos e impacto na comunidade
A repercussão entre a população foi imediata: pais e acompanhantes elogiaram a postura da equipe e destacaram a diferença no atendimento quando a abordagem inclui elementos lúdicos. A iniciativa mostrou que cuidar envolve mais do que procedimentos clínicos — envolve presença, escuta e atos de carinho que minimizam o sofrimento, ainda que por momentos.
Princípios de humanização em emergência pediátrica
A experiência reforça princípios amplamente recomendados em contextos pediátricos: comunicação adequada à idade, uso de brinquedos e recursos lúdicos, participação da família e estratégias para diminuir o estresse. A adoção de fantasias é uma estratégia de baixo custo e alto impacto emocional quando feita com planejamento e respeito às necessidades das crianças.
Organização e cuidados
Segundo relatos da equipe, a ação foi organizada internamente para não comprometer o fluxo de atendimento. As fantasias foram utilizadas apenas em momentos apropriados, com atenção para higiene e o respeito ao tempo dos procedimentos médicos. A preocupação com segurança e eficiência permaneceu prioritária, garantindo que a humanização não interferisse na qualidade do cuidado clínico.
Conclusão: alegria como ferramenta de cuidado
A experiência na UPA de Dourados demonstra que pequenas iniciativas, como enfermeiras fantasiadas, podem ter efeitos significativos na experiência do paciente e na percepção do atendimento pela comunidade. A fantasia deixou de ser apenas um traje para se tornar uma ferramenta de trabalho, capaz de reduzir traumas, aproximar profissionais e pacientes e reforçar o compromisso com um atendimento acolhedor. Em tempos em que a humanização é cada vez mais valorizada, ações criativas e voluntárias como esta servem de exemplo para outras unidades de saúde interessadas em melhorar a experiência pediátrica sem grandes investimentos.
Nota: A ação foi promovida pela equipe da UPA de Dourados durante a semana do Dia das Crianças, com relatos de pacientes que saíram mais tranquilos e sorrindo após o contato com os profissionais fantasiados.









