UFGD realiza 11º Festival Internacional de Teatro em Dourados em setembro

UFGD realiza 11º Festival Internacional de Teatro em Dourados em setembro

A Universidade Federal da Grande Dourados vai realizar, entre os dias 18 e 27 deste mês, a 11ª edição do FIT, o Festival Internacional de Teatro de Dourados, que retorna após um hiato de seis anos. O festival será todo gratuito e integra a série de programações voltadas para a celebração dos 20 anos da universidade.

O FIT, considerado o maior evento de artes cênicas de Mato Grosso do Sul, reunirá produções de alto nível reafirmando a cidade como um polo cultural no Estado. Para o coordenador de Cultura da UFGD e atual organizador do evento, Gil Esper, o retorno é simbólico.

“O FIT é um evento de extrema importância para o cenário cultural de MS. O Festival tem sua solidez no calendário da cidade, e sua ausência foi sentida. Então, retomar o festival neste ano é simbólico porque a UFGD celebra 20 anos, além de reafirmar o papel da universidade como fomentadora de cultura e diversidade”.

A programação de 2025 é, por si só, uma narrativa da história do FIT. Estarão na cidade 15 grupos teatrais de diversas partes do país, incluindo companhias douradenses, que vão ocupar a praça Antônio João, os parques dos Ipês, Rego D´Água e Antenor Martins, os espaços culturais Sucata Cultural e Casulo, o Centro de Convivência do Idoso e locais da própria universidade, como os auditórios e o NAC (Núcleo de Artes Cênicas).

Um exemplo será a apresentação “Poeta Emmanuel Marinho”, um dos idealizadores do Festival e coordenador das três primeiras edições.

Esse olhar para a própria trajetória também se revelará em “Tekoha – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno”, do Teatro Imaginário Maracangalha, que vai se apresentar no Parque Rego D´Água, e coloca em cena a temática indígena, pauta recorrente nas edições do festival e de grande relevância para a UFGD.

Do eixo nacional, obras premiadas serão exibidas no Auditório Central da Unidade 2 da UFGD, como: “In On It”, de Enrique Diaz e Emílio de Mello (RJ/SP); “Neva”, do Armazém Companhia de Teatro do Rio de Janeiro; e “Tom na Fazenda”, sob direção de Rodrigo Portella (RJ). Também estão na programação oficinas, mesas redondas e a palestra cênico-literária “Para Abrir Outras Janelas”, com Odilon Esteves.

A UFGD ainda vai disponibilizar transporte gratuito para os espetáculos que acontecerão na Unidade 2 (Cidade Universitária), saindo da Reitoria na Unidade 1 (antigo Ceud) e da Praça Antônio João, antes de cada apresentação e retornando ao final.

O FIT é uma realização da UFGD, Fecomércio MS e Sesc Cultural Mato Grosso do Sul. O evento tem apoio da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Funaepe), Universidade Estadual de MS (UEMS) e Prefeitura de Dourados.

A Mostra Feito em Casa, dedicada a valorizar os “prata da casa”, estará inserida no festival. Nela estarão grupos douradenses como a Cia Theastai de Artes Cênicas, com os espetáculos “Balança Mas Não Cai” e “Quem Matou o Morto?”; Produções 13, com “Des-calço”; e o Esboço Caótico, com “Os Botões das Camisas e das Rosas”. Além de espetáculos de Campo Grande, “Seco”, do grupo Fulano di Tal e “Aquele Aquela Menos Ela”, de Liz Sória.

Na visão do curador do Festival e professor da UFGD, Nill Amaral, a 11ª edição do FIT busca equilíbrio entre inovação e tradição. “A Mostra Feito em Casa recebeu 30 inscrições e mostra a vitalidade da produção local. Já no panorama nacional, espetáculos como ‘Neva’ e ‘In On It’ trazem o que há de mais atual no teatro brasileiro. Para nossos estudantes, o contato com obras de alto nível em cenografia, iluminação e dramaturgia também é uma experiência enriquecedora”.

Encerrando a programação do FIT, a aposta será na fusão entre música e cena, com a cantora e compositora carioca Letrux. Ela subirá ao palco montado no Parque do Ipês no dia 27 de setembro, às 22 horas. Antes do show de encerramento do festival, haverá a apresentação da Orquestra UFGD, que há 10 anos desenvolve a prática musical com músicos da comunidade.

“Letrux tem um trabalho muito performático, potente, que expande as fronteiras entre música e teatro. É também uma forma de trazer ao público de Dourados um movimento alternativo da música contemporânea brasileira, ainda pouco acessível na região”, argumenta Gil quanto à escolha da cantora para fazer parte do evento.

Essa matéria usou como fonte uma matéria do site Douranews

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