Mariana Rocha
“O homem é louvado segundo a sua sabedoria, mas o que tem o coração perverso é desprezado” (Provérbios 12:8) foi com trechos desta passagem bíblica, lida pelo vereador Fábio Luís (Republicanos) que a câmara de vereadores de Dourados deu início a 1ª Sessão Extraordinária de 2024, nesta sexta-feira, 3 de maio. Com a votação desta sexta, a soma de créditos adicionais aprovados pela maioria de vereadores de Dourados chegou a R$138 milhões de reais

A Câmara de Vereadores de Dourados realizou uma Sessão Extraordinária, para votação do projeto 064/2024 de autoria do poder executivo de Dourados e que tem como objetivo abrir crédito especial para fins não especificados. O regime de urgência foi aprovado por 11 votos a favor. Ao todo, foram aprovados mais de 2 milhões de reais em crédito especial.
A sessão foi presidida por Maurício Lemes (PSB), em razão da ausência física do Vereador Laudir Munaretto (MDB) , que participou virtualmente. Durante a discussão Elias Ishy (PT), Tânia Cristina (PSDB) e Fábio Luís (Republicanos) foram contundentes em dizer que a Prefeitura de Dourados não dialogou sobre o projeto e mandou, em regime de urgência, um projeto sem a pormenorização dos gastos do crédito suplementar.
Elias Ishy (PT) afirmou que a prática do executivo é descabida : “Parece que o executivo municipal pensa assim “eu mando aí e vocês votam, acabou.” O vereador ainda completou dizendo que “ Está faltando harmonia entre os poderes. Seria importante, até como demonstração de respeito”

Em entrevista, o vereador Fabio Luis afirmou: “Mais uma vez o Executivo manda um projeto importante para a Câmara, onde não justifica suas necessidades, não apresenta nenhum documento contábil de despesa ou do dito aumento de arrecadação, passam por cima do regimento interno da casa não tramitando o projeto pela Comissão de finanças e aprovam no afogadilho do fechamento das contas do primeiro quadrimestre para envio aos tribunais de conta. Não compactuo com essa forma de trabalho, irresponsável onde desvaloriza o trabalho do vereador e coloca sob suspeita as reais necessidades de uma complementação orçamentária.”










